terça-feira, 23 de setembro de 2008

CarroS

...tava reparando.... algumas coisas são raras de se ver; outras nem tanto.
Em São Paulo anda-se quilômetros pelas ruas até se encontrar um carro Amarelo. Aqui em Erechim basta caminhar alguns metros.
Há também quem tenha incorporado a COR ao NOME.
Em época de eleições, domingo é dia de carreata na avenida principal. Neste, tive o privilégio de avistar o candidato a vereador Amarelo, em sua linda Caravan, também amarela....
1 Caravan, 2 Palios Sport, 1 Punto, 1 Mitsubish L200, 2 Chevettes, 1 e na versão metálica: Chevrolet D10, 1 Palio, 1 Astra, e motos,.. muitas motos...
Carros vermelhos também fazem parte da estatística.

um mundo BiPoLAr

Aqui, ou você é Brasileiro, ou você é gaúcho;
ou tu é gremista, ou tu é colorado;
ou tu é macho, ou tu é macho!
Mesmo assim resolvi bater uma foto a pose do manequim da vitrine.....

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

RefLeXões RápiDaS....

-A bomba do chimarrão poderia, com seu tamanho e estilo, definir o poderio de seu dono?
- aqui, ou vc é colorado ou é gremista, foi o que disseram....
Qualsiasi fanatico de la Ferrari conosce la potenza del colore rosso d'una Ferrari!
Qui ho visto molte persone con giacche de la Ferrari, alcune rosso altri azzuro.
Alguém já viu Ferrari azul-grêmio? - achei que não existisse, encontrei estas:
-Ferrari 430 Scuderia Elite Version
-Ferrari FXX élite 1:18
-Ferrari Superamerica Elite Series
-Ferrari 550 Maranello Luc Alphand
-Ferrari 250 Testarossa
-Blue Ferrari Superamerica
Imagino que o Colorado compre a vermelha e o Gremista a azul..... Será??
se quiser comprar pelo menos uma jaquetinha:
http://www.ferraristore.com/Jackets/p,shop.browse/cid,12/

domingo, 7 de setembro de 2008

7 de seTembRo, OrguLho NAciONaL

7 de setembro, dia da independência do Brasil, dia de desfilar, dia de fotografar, dia de se orgulhar!
Não sei dizer qual foi o último desfle de tradições que vi ao vivo. Exceção ao carnaval, creio que foi em Oruro, na Bolívia. Antes disso, o desfile do Mickey, na Disney. Já no Brasil... não sei. Que vergonha!
Desfiles de 7 de setembro lembram minha infância, quando o Batalhão do Exécito e os alunos da escolinha de freiras subiam minha rua, com suas bandas e bundas desfilando ordenadamente.
Nas janelas dos edifícios espectadores debruçados, procurando algum conhecido, outros, em busca de seus filhos. Ali, quase todos se conheciam e eu, conhecia a quase todos. Orgulho para alguns, vergonha para outros.
Ignorar a isso? - só se o feriado fosse prolongado. Neste caso, não é o caso!
Observar aquilo despertava minha curiosidade e ao mesmo tempo, uma vergonha. Minha mãe sempre dizia que se eu não estudasse, me colocaria na escola das freiras, e então me imaginava vestida com aquelas roupas, ensaiando e atravessando a rua sob o olhar de muitos que estariam pensando sabe-se lá o que.... NÃÃÃOOOO!...
Achei melhor estudar!
...anos se passaram, a escola já não existe mais, o exército permanece e desfiles somente pela televisão.
Depois de tantos anos presenciar ao desfile da independência numa cidade onde o respeito faz parte das tradições, é certamente uma verdadeira exaltação à pátria.

sábado, 6 de setembro de 2008

AiNda soBrE LíNgUaS

Ainda sobre Línguas....
Creio que o gaúcho toma chimarrão assim como um religioso reza. Todos os dias, sempre que necessário, sempre que lhe for conveniente. E assim como o carola precisa da bíblia, o gaúcho precisa da água-quente.
Quando descobri o nome de um dos utensílios que permitem ao gaúcho obter a água-quente, pude concluir: "Todo gaúcho tem seu rabo, quente!"
Sim, rabo-quente é o nome da resistência que aquece a água do chimarrão. Um objeto interessante, fiquei interessada e comprei um. Mas acredite, pensei muito antes de perguntar à vendedora se ela tinha rabo-quente!!!

LíNguAs, QuaL é A Tua?

Já era hora de explorar a cidade com olhos firmes e como um caçador, saí a caça de minha próxima refeição.
Primeira parada: Supermercado.
Uma pequena aventura sem muitas surpresas. Fui apresentada a algumas marcas e palavras, entre elas o "cassetinho", nosso velho e bom pão-francês, para outros pão-de-sal, ou a velha e boa "bergamota", parente próxima das mexericas e tangerinas...
Ah....esta sensação de aprendizado, de várias línguas num mesmo idioma, quer coisa mais gostosa? - até parece outro país.... e então quando estava no caixa mais uma cena me ocorreu, uma senhorinha de metro e meio agradecia ao empacotador num idioma um tanto quanto familiar, mas entre uma palavra e outra as coisas mudavam. Logo percebi que era mais uma daquelas descentes de italianos que mantem sua língua-dialeto intacta, sem influências da modernidade. Como é bom descobrir estas diferenças culturais....
Mas o mehor de tudo me ocorreu no estacionamento.
Foi ali que, enquanto acomodavam as compras no porta-malas do carro, o marido perguntou à esposa: "- comprástês o esparadrápôh?" e gentilmente, porém sem muita paciência, a esposa responde: "Não era esparadrápôh, era bãndeidêh!"
Adoro tudo isso!!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

A ciDadE-GiBi

Sabe a sensação da leitura dum gibi? da inocente imaginação duma criança, por acreditar que a cidade ali impressa se resume em casinhas com placas singulares, que sinalizam o Açougue, o Banco, a Farmácia, a Prefeitura, o Hospital, ..., onde toda a população se conhece? - talvez seja esta a primeira sensação ao explorar esta cidade.
Quando resolvi caminhar além dos nove quarteirões senti-me na "cidade-gibi", todos me olhavam como uma estranha, uma forasteira. Senti-me ameaçada por toda ignorância cultural mas logo fui ao ataque. Cumprimentei a todos como quem já os conhece, deixando apenas a dúvida do esquecimento: "de onde mesmo eu conheço esta pessoa?".
Me dei por vencida! - Sai caminhando, sorrindo, certa de que mais uma etapa havia sido eliminada. O objetivo agora era achar os CORREIOS.
Nunca pensei que a pergunta "Aonde fica...?" pudesse cair como uma bússola descompassada, deturpada por um ímã aproximado. Na cidade de um só CEP, onde a "Papelaria da dona K.Neta" e o "Posto do Sr. Gas. O'Lina" tornam-se referências, chegar a qualquer estabelecimento vira um desafio; desafio superado por mímicas e palavras quase monossilábicas - "é lá", "ali", "pra lá", "por ali".
Palavras estas, que caberiam perfeitamente num balãozinho de gibi!!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

tKs de eSTréia

só pra entrar o mês com pé direito... agradecimentos à Arquiteta Horschutz que muito me apoiou na criação do Bloguecito....
:-)

MinHa viDa em 1 QuaRTeiRão

26/08
Hoje faz uma semana q estou em Erechim. Cidade à 396km de Porto Alegre, 6h de ônibus ou 2 de avião - sim, aqui tem aeroporto para aeronaves de porte-pequeno - e com quase 100.000 habitantes que só o CENSO sabe onde estão, o Shopping local - ou será uma galeria? - receberá sua primeira L.A.
Gerenciar esta obra é meu trabalho, e por isto ficarei aqui por aproximadamente 2 meses.
Com todo este tempo pela frente não poderia deixar de fazer reconhecimento de área, e pela distância de todos, traduzir as observações do meu novo lar.

A cidade me lembrou São Carlos, quente, seca, poucos prédios, calçadas arrumadas, trânsito contido, comércio de rua, ..., muitos detalhes...Mas o que mais me chamou a atenção aqui foi que a cidade fecha pro almoço.
Quando o relógio marca 12:00pm todos saem de suas lojas e as trancam, vão almoçar e as ruas ficam desertas. Mas a aproximadamente 10 minutos antes das 13:00, vê-se filas de carros nos semáforos das ruas, pessoas sentadas às portas das lojas e uma pequena multidão de gente atravessando a rua a caminho de seu trabalho. Diferente né?! - assim também fica próximo das 18:00, quando a maior parte do comércio fecha.

Minha vida aqui gira em torno de um quarteirão. Meu hotel fica na esquina, a entrada da obra no meio do quarteirão, e a principal no meio da quadra da outra rua, ainda na mesma calçada virando a esquina, a padaria, a papelaria, a lojinha de R$1,99, em seguida o restaurante! Ah! o restaurante! e para se chegar nele é preciso atravessar a rua! - depois faz-se o caminho contrário para chegar a obra de novo.

Certo dia resolvi ir além, dar uma voltinha pela cidade.... andei 3 quarteirões pra direita, mais 3 pra direita .... fui andando em círculos e descobri que ali se resumia o centro da cidade. Interessante! - Não sei o que tem além dali, talvez um dia eu descubra.
Mas sei que nestes 9 quarteirões em que andei existem 6 das 8 Farmácias Erechim existentes na cidade, 3 quiosques de sorvete italiano ( = casquinhas Mc'Donalds), várias óticas, lotéricas, lojas de calçados, eletrodomésticos e para agricultores com sementes, mudas de verduras e ração animal.

Assim é.... ainda há muito pra comentar... com o tempo eu digo, ou talvez caia na rotina e fique calada... tentarei deixar q isto não aconteça. A rotina é a pior vivência do mundo. Fuja dela!